MEGARROMÂNTICO. Clichê anticlichê!

 

MEGARROMÂNTICO. Clichê anticlichê!

Estava eu tentando entreter meu filho que parecia não se contentar com nada e decidi colocar algo para passar na TV.

Zapeando pelo catálogo da Netflix , vi a propaganda do “Megarromântico” – Isn’t It Romantic (título original) – e eu como super fã de comédias românticas que sou resolvi colocar para nós assistirmos.

capa original do filme megarromanticoMegarromântico” é um filme muito bem feito que satiriza todos os clichês das comédias românticas com uma genialidade ímpar.

O filme de pouco menos de uma hora e meia que estreou ontem (28/02/2019) é – mais – uma produção original da grande empresa de Streaming de filmes e séries.

O elenco trás o rosto clássico de Rebel Wilson (Natalie) que protagoniza de maneira incrível a vida de uma moça comum que acorda dentro de uma comédia romântica clichê.

REFUTANDO A TÍPICA GAROTA QUE PRECISA DE UM HOMEM PARA SER FELIZ E NÃO CONSEGUE.

Natalie é uma jovem arquiteta abusada e menosprezada no ambiente de trabalho, desmotivada pela mãe, cética com o amor, o que a tornou fechada e com a auto-estima baixissima, que após ser assaltada e deixada inconsciente acorda misteriosamente em uma comédia romântica aonde tudo conspira ao seu favor de maneira surreal.

potencial para conquistar tanto os fãs do gênero quanto quem não aprecia a melosidade sempre presentes NOS CLICHÊS.

A trama explora os aspectos clichês – e por vezes sem sentido – dos romances de maneira muito inteligente e perspicaz.

Prepara a pipoca e os lencinhos pois, mesmo refutando todos os clichês, o filme é um romance e você poderá chorar!

Eu ri muito das cenas bem trabalhadas entre os mocinhos e também chorei pela emoção causada pelo desfecho ligado a autoestima e realização da protagonista.

Se você gosta de um bom clichêzinho, confira a RESENHA LITERÁRIA: MEU NOVO AMOR (DE MENTIRA), L.C ALMEIDA

Queen: a rainha dos desenquadrados!

QUEEN: A RAINHA DOS DESENQUADRADOS!

Ontem (24/02/19) rolou a cerimônia do Oscar, premiação mais  importante do cinema mundial e, como já era de se esperar, Rami Malek levou a estatueta como melhor ator por sua interpretação de Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody (2018).

Não foi somente o ator californiano que deu vida novamente ao Freddie que levou uma estatueta pra casa. Bohemian Rhapsody, o longa metragem que conta a história da banda de rock britânica Queen, foi o mais premiado da noite, vencendo nas quatro das cinco categorias para quais foi indicado: Melhor MontagemMelhor Edição de SomMelhor Mixagem de Som e Melhor Atordeixando apenas o de Melhor Filme para “Green Book” (O Guia).

não é sobre o filme e suas conquistas; é sobre a perenidade de nossos atos.

A genialidade de Freddie, Brian, John e Roger são apreciadas e dão frutos até os dias de hoje, após mais de 40 anos de estrada e 28 anos após a morte de seu vocalista, dono de uma voz marcante e inconfundível e também compositor de grande parte das cancões icônicas da banda.

Para quem assistiu ao filme, ficou bem claro que os quatro poderiam ter seguido carreiras absolutamente distintas, poderiam ter dado rumos discretos e comuns do ser humano médio e não ter sidos responsáveis por algo único até então no rock n’ roll com as performances e histórias além de puramente música em seus discos e shows.

Vidas tão diferentes que se cruzaram em um pequeno país a fim de fazer música e correr atrás do que sentiam que deveriam fazer de suas vidas, deixando a segurança de que as profissões poderiam ter lhes trazidos longe dos palcos, escândalos e turnês exaustivas e se isso tivesse acontecido não conheceríamos e aclamaríamos até hoje uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.

Vivemos a era do pessimismo e acomodação ao fracasso. Não há incentivo ao extraordinário e se aplaude o medíocre.

Não valorizamos o agora e nem pensamos no futuro, só consumimos cegos e calados o que nos é imposto na grande mídia.

Imaginando o cenário atual, me pego admirando ainda mais o legado dos quatro rapazes que criaram canções para os “incompreendidos e desenquadrados do mundo”.

Letras para inspirar e motivar os que desejam mais do mundo, assim com eles mesmo queriam. Regar a sementinha que deseja produzir e alcançar o inalcançável, para gerações inteiras que fogem da mesmice e almejam o extraordinário.

Para homens, mulheres, crianças e velhinhos manterem vivos dentro de si a esperança de serem majestade em seus próprios reinos.

Talvez quando o Queen se fez como banda o único desejo dos jovens rapazes fosse apenas fazer música, mas hoje vendo que o sucesso de sua criação atinge até bebês de colo, como meu filho, que ao ouvir uma música, ver um clipe ou um show ao vivo deles já começa a balançar seu corpinho de maneira desajeitada com um pequeno sorriso estampado no rosto, eu compreendo que temos em cada um de nós o poder de ser imortal.

Pode passar décadas – e talvez séculos – que Freddie se foi. Podem os outros três partirem também, mas para sempre afetaram vidas com o que produziram. Inspirarão pessoas e animarão festas com sua obra; serão ETERNOS, IMORTAIS!

 

Estou sendo a rainha do meu próprio reino ou estou deixando meu castelo em ruínas?

Com isso deixo a reflexão sobre o que tenho feito da vida, se tenho apenas existido na média medíocre ou produzindo algo incrível e eterno…

Devido à quantidade aterradora de tarefas à fazer, deixamos de lado o nosso potencial e a rotina nos tira o foco do nosso propósito inabalável.

Por conta disso, estejamos vivendo uma das épocas mais depressivas e ansiosas para os jovens.

Cada vez menos criamos e no universo quem não cria acaba se tornando criatura e vivendo à sombra dos grandes criadores.

A vida sem arte, não é uma vida plena…

Somos os campeões do mundo e ele está esperando por nós!

QUEEN é a banda favorita de MARINA TOLEDO, a protagonista de MAIS QUE AMIGOS. Confira os CINCO MOTIVOS PARA LER MAIS QUE AMIGOS, DE VALERIA TORRES

 

Lidando com o medo na maternidade.

Quatro meses desde que me tornei mãe e uma das coisas que me vejo fazendo é lidando com o medo na maternidade.

Cada dia eu aprendo com meu bebê mais do que lhe ensino, não é louco?

Aprendi muito mais sobre o amor, sobre a responsabilidade, sobre o cansaço, a insegurança e ele; o medo, do que em 27 anos inteiros.

O medo que chega bater tão forte que paralisa, que faz o coração quase sair pela boca, que tira o sono.

Que faz perder várias horas no Google e outras várias nos grupos de mães com a mesma frase: “mamães é normal o meu bebê (insira aqui a dúvida)”

Ele me ensina a encarar os medos!

Ontem foi dia de vacina…

Mais uma dose da temida vacina dos meses pares (pentavalente, pólio inativada, pneumococica e rotavírus).

Na primeira dose, aos dois meses, o Jorginho não apresentou reações sérias, apenas dor nas perninhas e para aliviar esses sintomas fiz compressa com chá de camomila gelado na região das picadinhas durante três dias e mediquei-o para dor e febre.

Tudo como de costume, porém é impossível não ter medo de uma reação agora.

Mesmo seguindo o protocolo, me pego o observando para me assegurar que está tudo bem, e está!

Ele calmo e sereno dormindo após um belo tete reconforta e bate aquele alívio.

Aí uma onda de dor na perninha o desperta chorando e meu coração só falta sair pela boca de angústia.

O que será que é? O que devo fazer?

A maternidade é realmente padecer no paraíso, cada escolha uma consequência e temos que escolher mil coisas por dia, todos os dias.

E se bater o medo? Vai com medo fia! Porque a vida não vai parar e esperar o medo passar para você decidir.

Acalma teu coração, respira fundo e tente obter o máximo de informação sobre as coisas, para que essas escolhas possam não ser uma carga emocional tão pesada e os momentos passarem mais leves. Eles passarão de qualquer forma e a maneira com que lidamos com isso mudará a perspectiva futura assim que passar.

Observe seu bebê.

Observe cada pedaço dele MESMO!

Gaste um tempo conhecendo o corpinho, as características físicas e emocionais do seu bem mais precioso para ter certeza quando algo estiver fora do comum e agir com cautela.

A maternidade não vem com um manual e nem com um plano de seguridade mental, precisamos nos adapatar, lidando com o medo na maternidade!

Leia também: NOSSA PRIMEIRA COPA

 

Nossa primeira Copa

O que uma mãe não faz pelo filho? Difícil saber ao certo, pois cada mulher sente a maternidade de uma forma diferente, mas hoje eu deixei de lado meu gosto pessoal e alguns preconceitos para festejar a copa com meu pequeno!

Se o Brasil vai levar o Hexa ou outro 7×1 pouco me importa, pois essa copa está sendo em um ano muito especial para nós e estou vivendo um momento em que ficará marcado para sempre: o nascimento do Jorginho, meu primeiro – e provavelmente único – filho!

Então, depois de muito pensar, dei um belo banho nele e vesti sua roupinha desse Brasilzão – me recuso a usar algo da CBF, ai já é demais – e registrei seus quatro meses com clima de copa.

Se o Brasil ganhar, ele provavelmente se vangloriará por ter “nascido no ano do Hexa” e se o Brasil perder provavelmente vão zoá-lo por ter trazido o pé frio para a seleção, mas fato é que qualquer que seja o resultado da partida final, ele viverá para contar que nasceu em ano de copa, viverá para ver – e quem sabe jogar – tantas outras, e essa memória é algo que não quero deixar passar. Para mim, para ele… para os filhos dele.

E o que eu tanto quero dizer com isso?

A maternidade chega e trás uma enxurrada de escolhas.

Temos abdicar de crenças, mudar de tática, abrir mão de coisas. Uma obrigação que vai além do racional, pois estamos criando um serzinho novo, sem experiências, sem parâmetros; uma tela em branco.

Cabe a nós preencher esse quadro de cores e formatos a serem modulados com o caráter e personalidade desses pequenos.

Além de alimentar, dar banho, colocar para dormir e brincar, temos a responsabilidade de criar um ser humano estável, feliz, ético e por ai vai…

Nós, os pais, temos nossos próprios problemas, erros e uma simples sessão de fotos me fez perceber o quanto devemos que fazer terapia. Para evitar que piremos com tantas responsabilidade e, principalmente, para não transferir nossos medos e inseguranças à esses seres que começaram sua vida agora!

Espero que esse post tenha te ajudado a pensa um pouco mais sobre esse processo doido que é a maternindade.

Vejo você por aí…

Tchau!

IT – O Palhaço Assassino.

A internet está em polvorosa com a febre dos “palhaços macabros” ou “palhaços assassinos”, mas vocês sabem de onde vem essa lenda dos temidos narizes vermelhos?

O medo de palhaço é algo recorrente em muitas pessoas, que desde crianças sentem verdadeira repulsa dos mais comuns animadores de festas infantis, e isso deu asas a imaginação do maravilhoso escritor de terror e suspense Stephen King.

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Capa do livro de Stephen King – Versão Brasileira.

Em 1986 o escritor publicou o livro “It” que foi traduzido para o português como “A Coisa”. O livro conta a história de sete indivíduos que, quando crianças, enfrentaram uma criatura centenária que se alimentava do medo e mudava de forma, ora chamada de It (Coisa), ora de Pennywise (o palhaço Parcimonioso) na cidade fictícia de Derry, no Maine, e após 30 anos a criatura volta a matar crianças. Michael Hanlon, um bibliotecário e único do grupo dos sete amigos que continuou morando em Derry é o primeiro a sentir sua presença e assim ele liga para Richard Tozier (o brincalhão piadista), Eddie Kaspbrak (o fracote hipocondríaco), Stanley Uris (o escoteiro), Beverly Marsh Rogan (a garota do grupo), Ben Hanscom (um gordinho tímido) e Bill Denbrough (espécie de “líder” do grupo), pois todos quando jovens juraram combater “a coisa” caso ela surgisse outra vez. Mas eles não levaram em conta que tal juramento poderia custar suas vidas. Quatro anos depois, em 1990 o diretor Tommy Lee Wallace adaptou a produção de King para as telonas, no tenebroso filme “It”.

Contudo, de onde vem a lenda que inspirou a trama? Vem de John Wayne Gacy, um terrível assassino em série americano, conhecido como o “Palhaço Assassino”. Acusado de matar pelo menos 29 garotos. John foi condenado a 21 prisões perpétuas e 12 penas de morte –  dá para ver que o cara não era nada gente boa. Porém segundo os arquivos, nem sempre John foi um assassino cruel. Nascido em Chicago em 1942, durante toda sua adolescência foi espancado e humilhado por seu pai alcoólatra, que chegou a causar-lhe um traumatismo craniano aos 15 anos. Em seu histórico violento além de assassinato conta com abuso sexual, tortura e oferta de drogas a fim de “conquistar” suas vítimas e atraí-las para seu  “abatedouro”. Diagnosticado com transtorno de boderline e esquizofrenia, John foi morto através de injeção letal em 1994.

Além desse caso, há lendas sobre palhaços assassinos em todo o mundo nas mais variadas épocas que vivemos o que alimenta sempre o medo em muitas pessoas – o que é bem aceitável, tendo vista suas caracterizações e histórias.

Mas especula-se que o que trouxe a tona essa onda de casos de aparições de palhaços as páginas dos jornais – e as redes sociais – é o remake da obra de Tommy Lee Wallace, previsto para estrear em 2017 nos cinemas.

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Banner do remake do filme IT, de 2017.

Mas como nem todo mundo é mal intencionado – e nem tem medo de palhaços –  a linda maquiadora artística Karen Lima, trouxe em seu canal do Youtube um tutorial de maquiagem inspirada nos palhaços macabros.

E as histórias de palhaços inspiram não só a literatura, maquiagem e o cinema, como a música. A dupla de rap norte americana Insane Clown Posse se inspira nos palhaços macabros em seu visual e suas letras – algumas que não falam nada além de assassinatos e violência.

Sabendo de tudo isso, só nos resta aguardar os próximos capítulos dessa aterrorizante história e torcer para que tudo não passe de um jogo de marketing, e que não tenhamos novamente uma onda de terror e crueldade vinda dos picadeiros para as páginas policiais.

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Cena do filme It, de 1990  – Fonte: Internet.